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quinta-feira, 18 de junho de 2009

INTRIGAS E DIPLOMAS

É mais um texto brilhante do jornalista Sebastião Vicente que temos o dever de dividir com vocês. No mas, dispensa comentários!
INTRIGAS E DIPLOMAS

Não é exatamente a última cena do filme. É mais uma sequência de imagens usadas como plataforma para os créditos finais. Mas acaba sendo uma síntese geral de boa parte do que se viu nas duas horas anteriores da projeção de "Intrigas de Estado", o filme de Kevin Macdonald ("O Último Rei da Escócia") estrelado por Russell Crowe. Assistindo a essa cena derradeira, não tive como não rodar no meu particular cineminha mental um filme só meu, que aqui projeto para todo mundo a propósito de falar um pouco sobre a decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal, que acabou com a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

Primeiro, o meu filme que é, em tudo, muito parecido com a sequencia final de "Intriga de Estado": aqui estou eu, um jornalista não autorizado por lei na oficina do jornal "Tribuna do Norte" que, a despeito de considerado chapa branca em função da notória propriedade (a família Alves, no Rio Grande do Norte), para mim foi como uma espécie de escola de fato e de direito sobre os (muitos) limites do jornalismo e (igualmente tantos) oportunos canais de expressão da realidade que esse mesmo jornalismo permite. Mas voltemos ao cenário da ação: e aqui estou eu, na oficina da Tribuna, em 1988, circulando entre o chefe dos gráficos, Baltazar, e seus comandados, uma turma animada e amiga, entre máquinas de fotocomposição, chapas metálicas e gigantescas rotativas de onde logo sairia a edição do dia seguinte.
Muito provavelmente, estamos num início de tarde de sábado, momento em que a fotocomposição já preparou aquelas tirinhas de notícias impressas, o montador já colou tudo numa grande folha em branco do tamanho da página do jornal, deixando espaço para os clichês (que são as fotos e imagens em geral) e o responsável pelo fotolito (uma espécie de foto em negativo da página do jornal) já está apagando falhas que passaram por essas etapas iniciais do processo. Agora, vem o momento de gravar a imagem do fotolito na chapa - que é isso mesmo, uma grande chapa metálica do tamanho da página do jornal (afinal, tudo isso é a descrição de como se imprime cada uma delas) - de maneira a se ter uma espécie de matriz que será implantada nas rotativas e, a partir dela, num processo industrial de contato de tintas e emulsões, será impresso o jornal do dia seguinte. Uma edição dominical e, como tal, mais volumosa, colorida e trabalhosa de se preparar. Mas também muito mais interessante.
Tirando as etapas do processo que a informatização subtraiu, como a fotocomposição, é isso o que vemos no final de "Intrigas de Estado". E rever aquele processo me lançou de volta a 1988, num tempo em que, para substituir um profissional mais experiente que estava de férias, fui designado como secretário gráfico interino nas oficinas da Tribuna. Durante um mês, avancei madrugadas adentro lá nas dependências abaixo da redação, indo pra casa na kombi do jornal junto com o pessoal da área, os últimos a sair (e com o supremo prazer de levar comigo, na mão, o jornal do dia seguinte prontinho e ainda quente do contato com as rotativas), conquistando um conhecimento do processo de se fazer um jornal dos mais enriquecedores. Uma pós-graduação na escola da Tribuna, que a tantos outros formou.
O curioso é que, nesta época, eu era de fato ainda um estudante de Jornalismo, mas trabalhava como repórter normalmente. Era uma prática da época, uma forma de pirataria que proporcionou formação melhor não só pra mim mas para muito mais gente. Havia quem me criticasse por isso, mas a sede de exercer essa profissão ignorava as piadas e os gracejos. Mas éramos, eu e uns outros, de fato, ilegais - de um tipo de ilegalidade permitida como tantas outros de que o Brasil é um exemplo. Ilegalidade, no entanto, provisória - e com data marcada para acabar, que era quando da conclusão do curso e da consequente concessão do registro profissional pelo Ministério do Trabalho que, por sinal, ficava na mesma rua da Tribuna, ali na Duque de Caxias, coração da Ribeira Velha de Guerra.
Se fosse hoje, e já chego à decisão de ontem do STF, de um dia para o outro teríamos deixado de ser ilegais - sem mesmo precisar concluir o curso de Comunicação na UFRN. Pois, hoje, um dia depois da sentença do Supremo, eu lhes digo: prefiro ter o orgulho pretérito de ter sido jornalista ilegal e provisório um dia do que tirar essa mácula pedagógica do meu humilde currículo. Não reconheço valor na decisão de ontem, não vejo como a extinção da exigência do diploma vá ampliar o alcance e a responsabilidade do jornalismo praticado atualmente no país que, por sinal, já não é dos melhores (ironicamente, a mesma internet que precariza a primeira notícia quase chegando ao ponto da desinformação é a mesma que nos oferece canais alternativos que colocam em xeque a imprensa dominante). Apesar de assinar um blogue (de um tipo muito informal e particular de jornalismo, nem preciso dizer) chamado "Sopão do Tião", não me vejo como o equivalente a um bom cozinheiro que domina o que seria mera técnica apimentada por excepcionais talentos.
"Intrigas de Estado", só pra voltar ao filme, é uma produção que promete, sugere e tangencia mas não vai fundo na discussão sobre as vantagens do "velho jornalismo" diante dos vícios do jornalismo on line. Levanta a poeira do debate, mas a abandona suspensa no ar - porque precisa de tempo narrativo para se desincumbir da trama que tem para contar. Como foi feito com base numa minissérie de tevê que durou dias, imagino que o melhor, para quem pode e tem acesso, é assistir à própria minissérie que, essa sim deve ter tido tempo de se estender no assunto que se propõe a confrontar. Mas aquela sequencia final, com um recado visual sobre a necessidade da permanência de valores jornalísticos que o tempo e a tradição tiveram o bom senso de estabelecer, é um contraponto e tanto em cartaz nas salas de cinema para a decisão da noite passada nos salões da instância máxima da Justiça brasileira.

P.S.: Como todo acontecimento comporta mais facetas do que sugere a primeira impressão, não deixa de ser curioso assistir ao espanto de colegas que, intoxicados por uma autoimagem exarcebada de soberba e poder, caem boquiabertos diante do prognóstico de Gilmar Mendes, o ministro do Supremo a quem, um segundo atrás, cultuavam como horizonte de esclarecimento político. Eis Gilmar Mendes, mais uma vez mostrando a cara para aqueles que, hipnotizados pelo intelectualismo mais encruado, nunca a quiseram ver.

P.S 2: A propósito, o melhor filme sobre jornalismo, suas possibilidades e seus limites, ainda é "O Informante", como o mesmo Russell Crowe divindindo a cena com Al Pacino, os dois sob a direção de Michael Mann. Nem se passa, na verdade, na redação de um jornal. Tampouco nos bastidores de um telejornal. Conta uma história sobre pressões empresariais em torno de uma reportagem do programa "60 Minutos". Deveria ser exibido no primeiro dia de aula de todos os cursos de Comunicação do mundo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

TOME NOTA!


Chegamos brindando o aniversário da “Operação Sal Grosso”. Há um ano o Ministério Público iniciou um longo trabalho para entender como funciona a Câmara Municipal de Mossoró e o uso de seus recursos por parte dos vereadores da dita terra de Santa Luzia. A capa de mais uma edição da revista Papangu dá ênfase ao imbróglio que ainda não tem data para terminar.

A matéria leva a assinatura do jornalista Bruno Barreto.

sábado, 18 de outubro de 2008

LIVRO: UM HOMEM DE SUPERAÇÕES

foto:canindésoares
Um homem de superações, este é o nome do livro que o ex-Governador Lavoisier Maia lançará no próximo dia 30 de outubro, na Assembléia Legislativa, em comemoração aos seus 80 anos. Lavô conta no livro todas as superações da sua vida pessoal e pública. É uma biografia completa, de um dos homens públicos mais respeitados do Rio Grande do Norte.
Atualmente Deputado Estadual, é um dos parlamentares com mais freqüência na Assembléia.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

DICA DE LEITURA

NOVOS CAES DE GUARDA, OS
Coleção: ZERO A ESQUERDAR$ 21,50
Autor: HALIMI, SERGE
Editora: VOZES

Este livro é um ensaio sobre o poder co-exercido pelos jornalistas e a imprensa, quando são coniventes com o poder instituído e opressor e mostram-se servis aos seus interesses, daí o nome de "cães de guarda". Escrito por um jornalista, tanto quer ser um instrumento informativo dos mecanismos de manipulação da imprensa pelo poder unificante e avassalador, quanto um convite a práticas de jornalismo mais independentes e menos coniventes com a exploração financeira generalizada.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

PADRE MÁRIO AUTOGRAFA AS BEM-AVENTURANÇAS

As reflexões sobre as bem-aventuranças é a proposta do novo livro do Cônego José Mário de Medeiros, intitulado As bem-aventuranças e outros temas, que será lançado nesta terça-feira (26/08), às 18h, na Livraria Siciliano do Midway Mall. Inseridas no célebre Sermão da Montanha, pronunciado por Jesus Cristo, as bem-aventuranças constituem parte do que o autor considera a Carta Magna da humanidade.
O padre também é autor de outras quatro obras: “O meu curso bíblico”, “Decreto-Lei do Sinai”, “Panorama Bíblico” e “Topônimos da Terra Santa”. E está elaborando o Dicionário de Arte e Arquitetura, já em fase de conclusão, que constará de 8.000 verbetes, e um livro sobre o 1º Arcebispo de Natal , Dom Marcolino Esmeraldo de Sousa Dantas.

sábado, 9 de agosto de 2008

POESIA

A Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), lança no dia 14 de agosto (quinta-feira) o livro “Poesia”, do escritor e jornalista Adriano de Sousa. A obra é mais um lançamento do selo Coleção Letras Natalenses, vinculado à Funcarte. O selo já publicou sete livros e prende lançar mais quatro importantes obras. O lançamento do livro “Poesia” acontece a partir das 18h na Galeria de Artes da Funcarte.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

NOVO LIVRO DE JAMES BOND BATE RECORDE DE VENDAS EM LONDRES

O novo livro de James Bond, O diabo pode se importar, tornou-se a obra da editora Penguin que teve mais vendas desde seu lançamento, segundo informou hoje a BBC em Londres.
Escrito pelo britânico Sebastian Faulks, o livro vendeu 44.093 exemplares nos primeiros quatro dias após sua publicação. É do autor as obras "O Canto do Pássaro" e "Charlotte Gray".

A nova história se passa em 1967 e mostra o agente secreto em Londres, Paris e no Oriente Médio. As histórias de James Bond já venderam mais de 100 milhões de livros em todo o mundo e mais da metade da população mundial já assistiu ao menos um dos filmes do agente secreto.

terça-feira, 27 de maio de 2008

VENDEDOR PIT BULL AUTOGRAFA LIVROS EM NATAL

Especialista em vendas
autografa livros na Siciliano

O mais conhecido especialista em vendas do País, o palestrante e consultor Luis Paulo Luppa, o vendedor Pit Bull, estará na Livraria Siciliano, do Midway Mall, a partir das 17:00, nessa quarta-feira, ( 28), para autografar seus livros mais vendidos: “Tropa de Elite de Vendas” e “O Vendedor Pit Bull”.

Na quinta-feira (29), Pitbull ministrará um curso para 70 participantes com a proposta de orientar gerentes e coordenadores a criar estratégias eficazes de vendas e desenvolver equipes vencedoras.
Os interessados em participar deste curso ainda podem se inscrever pelo telefone (11) 4612.6155 ou pelo e-mail: atendimento@ovendedorpitbull.com.br.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

GARCÍA MÁRQUEZ PUBLICARÁ NOVO LIVRO SOBRE O AMOR

O prêmio Nobel de literatura, colombiano Gabriel García Márquez, publicará antes do fim de 2008 um novo livro sobre o amor, afirmou uma fonte ligada ao escritor.

"Tive a felicidade de estar neste fim de semana no México com o escritor e posso garantir que ele está dando os últimos retoques em seu novo romance", disse o jornalista Darío Arizmendi, diretor da rádio Caracol.
De acordo com Arizmendi, o livro está pronto e será lançado em agosto ou setembro.

Segundo o jornalista, a nova obra do Nobel colombiano, de 81 anos, terá 250 páginas e será uma evidência de que está "lúcido" e plenamente produtivo em sua ampla carreira como escritor.García Márquez recebeu o Nobel de literatura em 1982.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A SABEDORIA DA BÍBLIA NOS NEGÓCIOS

SE VOCÊ CRÊ EM DEUS?SEGUE UMA DICA DE LEITURA PARA O FINAL DE SEMANA

A Editora Futura lança "A Sabedoria da Bíblia nos Negócios".
Inovador, o livro associa dois temas extremamente importantes para a sociedade: prosperidade no trabalho e valores religiosos, e o resultado é um livro que ressalta os aspectos humano e moral do mundo do trabalho.

Prosperar no trabalho e na vida é um objetivo para todas as pessoas. São inúmeras as maneiras de buscar essa realização, no entanto a maioria se esquece de que há um conjunto de ensinamentos que, há muito tempo, propôs o direcionamento para uma vida honesta e feliz: a Bíblia.


Os autores destacaram versículos em que aparecem lições importantes para o comportamento no mundo dos negócios e desenvolveram um roteiro prático, fortalecido por relatos de suas histórias de sucesso. Juntas, a fé, a compreensão dos valores morais cristãos e a razão podem operar um milagre na vida profissional de todos que lerem esse livro.


Os autores - David L. Steward é fundador e CEO da World Wide Tecnology, uma das maiores empresas de TI dos Estados Unidos. Em 2005, a WWT ultrapassou um bilhão de dólares em receita bruta, tendo sido nomeada “Companhia do Ano” pela Black Enterprise Magazine.

Robert Shook é autor de 48 livros de sucesso e colaborador de vários outros, inclusive alguns best-sellers da lista do New York Times. Editora: Futura, Autores: David L. Steward e Robert Shook, 256 páginas, por R$ 29,90.